Seca atinge mais de 160 mil famílias no AM e fumaça piora qualidade do ar
Defesa Civil contabiliza 47 municípios em emergência; poluição por queimadas atinge Parintins, Itacoatiara e Manaus.
A estiagem no Amazonas já afeta 160.240 famílias, de acordo com a Defesa Civil do Estado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6). Ao todo, 47 municípios estão em situação de emergência e outros 15 seguem em alerta, entre eles Manaus, Barcelos, Itacoatiara e Tabatinga.
Entre os municípios em emergência estão Borba, Boca do Acre, Lábrea, Manacapuru, Maués, Parintins e Tefé. O governo estadual informou que já distribuiu 96 toneladas de alimentos, 3,4 mil kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água para 15 municípios, no âmbito da Operação Estiagem 2026. As entregas devem continuar conforme a situação dos rios.
Fumaça piora o ar em cidades do interior e na capital
Além da seca, a fumaça de incêndios florestais deixou a qualidade do ar pior em diversas cidades neste sábado (7). Segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Parintins, Itacoatiara e Urucurituba registraram índices classificados como péssimos. Na Vila Amazônia, distrito de Parintins, a concentração também ficou nesse nível.
Em Manaus, a qualidade do ar caiu para a faixa ruim. Dos 14 sensores da capital, 13 apontaram esse nível. Somente o Parque Dez de Novembro ficou em nível moderado. Os avisos da Defesa Civil levam em conta as partículas finas de poluição, conhecidas como MP2,5, que podem afetar a saúde, sobretudo de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Previsão e combate ao fogo
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o tempo deve seguir predominantemente seco nas regiões Norte e Sul do estado até 11 de novembro. As chuvas mais fortes são esperadas nas regiões Central e Leste, com volumes entre 20 e 60 milímetros. As temperaturas máximas devem continuar altas, podendo passar de 40°C em alguns pontos do Leste e do Nordeste.
No combate às queimadas, o governo estadual informou que cerca de 1,5 mil servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam na operação, que conta com 18 aeronaves. Também foram contratados 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé. Entre 1º de junho e 5 de novembro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas registrou 4.014 ocorrências de incêndios urbanos e florestais. A proibição do uso do fogo por 120 dias continua valendo em todo o estado, com exceções previstas em lei.
Com informações de G1 amazonas.




