terça-feira, 3 de novembro de 2026 Amazonas
Urgente
Polícia

Falso mutirão de cirurgias do SUS no DF cobrou até R$ 3 mil de pelo menos 30 mulheres

Esquema usou a campanha Outubro Rosa e o nome do Hospital Regional da Asa Norte para prometer cirurgias plásticas. A Polícia Civil investiga estelionato.

Foto: CM7

Pelo menos 30 mulheres denunciam ter caído em um golpe que usava a campanha Outubro Rosa para oferecer um falso mutirão de cirurgias plásticas pelo SUS no Distrito Federal. O caso é investigado pela Polícia Civil do DF (PCDF) como suspeita de estelionato.

O suposto projeto se chamava “Renova Mama, Um Recomeço” e prometia procedimentos como redução de mama e implante de silicone. Para dar credibilidade à oferta, o esquema usava, sem autorização, o nome do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e de cirurgiões conhecidos na capital.

Como funcionava a fraude

As vítimas pagavam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil, em transferências bancárias antecipadas. A justificativa era que o valor cobriria apenas insumos hospitalares ligados ao SUS.

De acordo com as denúncias, a responsável pela iniciativa, uma mulher de 42 anos, orientava as participantes a se apresentarem como pacientes de uma ONG voltada a vítimas de violência psicológica e câncer. Com pedidos de exames assinados por uma médica generalista, elas eram encaminhadas ao Hran ou a clínicas particulares. Ao chegar, descobriam que não havia nenhum registro de atendimento em seus nomes.

Prejuízo além do dinheiro

Uma das vítimas afirmou que a organizadora brincou com os sentimentos e com a expectativa de famílias inteiras. Para ela, usar uma causa como o Outubro Rosa em benefício próprio é desumano. Muitas das mulheres esperavam havia anos por cirurgias estéticas e reparadoras.

Segundo as denunciantes, a organizadora fez promessas de reembolso, restringiu o contato e vem adiando os pagamentos.

Os médicos citados no esquema negaram qualquer ligação com o mutirão. Um deles confirmou que foi procurado por uma mulher que se dizia representante de uma ONG, mas a proposta não avançou. Ao notar a chegada de pacientes com promessas de cirurgias pagas, os profissionais publicaram alertas nas redes sociais.

A mulher apontada como responsável nega ser golpista. Ela alega ter sido induzida ao erro por informações que recebeu sobre procedimentos de baixo custo. A investigação segue em andamento.

Com informações de CM7.