Marcelo Ramos acusa secretário de Saúde de favorecer fornecedores e alerta para crise
Ex-deputado federal diz que OSSs seriam pressionadas a trocar de fornecedor e afirma que atrasos de pagamento ameaçam merenda, restaurantes populares e viaturas.
O ex-deputado federal Marcelo Ramos acusou a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) de direcionar contratos a empresas ligadas ao próprio gestor da pasta. A declaração foi dada em entrevista a uma emissora de televisão e divulgada nesta quarta-feira (4). As acusações não foram comprovadas e dependem de apuração pelos órgãos competentes.
Segundo Ramos, o secretário de Saúde, Luis Alberto Saraiva Santos, estaria pressionando Organizações Sociais de Saúde (OSSs) a trocar seus fornecedores por empresas supostamente ligadas a ele. “O secretário de Saúde está obrigando as OSSs a trocar de fornecedores para colocar fornecedores ligados a eles”, afirmou.
De acordo com o ex-parlamentar, informações repassadas pela equipe de transição do governo indicariam que pessoas próximas ao secretário prestam serviços e recebem recursos dos cofres estaduais. Ele também criticou licitações milionárias feitas em meio às dificuldades de quem depende do atendimento público de saúde e cobrou investigação sobre os contratos e a atuação da secretaria.
Atrasos em pagamentos
Marcelo Ramos disse ainda que o Estado vive um agravamento da crise financeira, com impacto em serviços básicos. Conforme o ex-deputado, fornecedores da merenda escolar enfrentam atrasos, restaurantes populares estão paralisados e escolas sofrem com problemas de manutenção e contas de energia.
Na segurança pública, ele afirmou que as empresas responsáveis pelas viaturas policiais estariam sem receber. “Nós podemos acordar a qualquer hora sem nenhuma viatura na rua de Manaus, porque eles não pagam os fornecedores das viaturas”, alertou.
Ramos defendeu que o governo priorize alimentação, educação e saúde na ordem dos pagamentos. Para ele, a gestão estaria pagando primeiro “os amigos” e deixando em segundo plano o que mantém os serviços públicos funcionando.
O posicionamento da SES-AM e do governo estadual sobre as acusações não foi informado. Os serviços citados atendem a população de Manaus e dos municípios do interior, que dependem da rede estadual de saúde e de ensino.
Com informações de CM7.




