sábado, 31 de outubro de 2026 Amazonas
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Maria do Carmo nega ter patrocinado ataques à família de Omar Aziz

Ex-candidata do PL ao Governo do Amazonas diz que está à disposição da Justiça e reconhece o resultado das urnas. Omar prometeu pedir a prisão de responsáveis.

Foto: Amazonas Atual

A empresária e ex-candidata ao Governo do Amazonas Professora Maria do Carmo (PL) afirmou neste sábado (31) que está tranquila diante das acusações ligadas à sua campanha. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela negou ter participado de ataques à família do governador eleito, Omar Aziz (PSD), e disse que não aceitará abusos políticos contra a sua imagem.

Segundo Maria do Carmo, ela soube das acusações apenas depois do segundo turno, realizado no domingo (25). Ela afirmou desconhecer os fatos apontados e disse que eles precisam ser apurados. Também declarou estar à disposição da Justiça para esclarecimentos.

A ex-candidata admitiu que sempre fez críticas duras ao adversário no campo político, mas rejeitou qualquer ligação com ataques pessoais. “Não patrocinei e jamais patrocinaria qualquer tipo de ataque contra a sua família, especialmente sua filha”, afirmou. Ela manifestou solidariedade a Omar, à esposa e aos filhos e defendeu a investigação do caso e a punição de eventuais responsáveis.

Maria do Carmo informou ainda que sua assessoria jurídica está tomando as medidas cabíveis. Ela agradeceu aos mais de 800 mil eleitores que votaram nela e reconheceu o resultado das urnas.

Entenda o caso

Durante a campanha, a candidata do PL apareceu em vários vídeos que resgatavam a CPMI da Exploração Sexual, conhecida como “CPI da Pedofilia”, realizada há mais de 20 anos no Congresso Nacional. Na ocasião, o nome de Omar Aziz foi citado, mas retirado do relatório final.

No primeiro turno, Maria do Carmo perguntava ao eleitor de quem ele lembrava quando se falava em pedofilia, sem citar nome. No segundo, a campanha exibiu a propaganda “Atenção Pedofilia 2T”, que mencionava a investigação de 2004, quando Omar era vice-governador. A peça afirmava que a relatoria teria recomendado o indiciamento dele e que seu nome saiu do relatório “por apenas um voto”. A juíza Laura Maria Santiago Lucas, do TRE-AM, mandou tirar a propaganda do ar após pedido de Omar e da Coligação Força Amazonas.

Na véspera da eleição, outro vídeo sobre o tema usou a imagem de uma filha menor de idade de Omar. Na entrevista coletiva após o resultado, no domingo (25), o governador eleito citou Maria do Carmo e seus marqueteiros, chamou-os de “bárbaros” e disse que seu advogado pediria a prisão deles por descumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente. Ele afirmou que irá “até as últimas consequências” no caso.

Com informações de Amazonas Atual.