EUA reforçam bases militares para operar 90 dias em caso de crise
Programa FORTRESS America prevê mini-reatores nucleares e redes de energia próprias. Não há confirmação de ligação com risco iminente de guerra.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está ampliando a estrutura de suas principais bases militares para enfrentar situações de emergência, como ataques cibernéticos, conflitos armados e interrupções no fornecimento de energia e de outros recursos essenciais. A iniciativa faz parte do programa FORTRESS America.
O objetivo é reduzir a dependência das instalações militares em relação a serviços externos. Entre as medidas previstas estão a instalação de pequenos reatores nucleares, sistemas de armazenamento de energia e redes elétricas independentes, além do fortalecimento das reservas estratégicas de suprimentos.
A meta é que as unidades consigam manter as atividades essenciais por pelo menos 90 dias, mesmo diante de uma crise que comprometa o abastecimento ou a infraestrutura do país.
Orientação à população
A preocupação com emergências também aparece fora do meio militar. O ex-vice-diretor do FBI Dan Bongino recomendou que famílias americanas mantenham reservas de alimentos, água potável, baterias e equipamentos de comunicação. Ele também mencionou alertas sobre a necessidade de preparação para períodos de até 30 dias e destacou a importância de depender menos de serviços que podem ser interrompidos.
No Reino Unido, o governo mantém uma campanha oficial de preparação para emergências. A orientação é reunir suprimentos para pelo menos três dias de dificuldades, com itens como alimentos não perecíveis, água, medicamentos, lanternas, rádios portáteis, baterias e dinheiro em espécie. A campanha busca preparar as famílias para apagões, enchentes e falhas nos serviços públicos.
Apesar da atenção que as medidas despertaram em meio às preocupações com a segurança internacional, não há confirmação de que estejam ligadas à iminência de uma guerra de grandes proporções.
Com informações de CM7.


