Acordo em SP vai usar DNA para identificar 300 ossadas do IML
Análise genética vai cruzar os perfis com dados de familiares de pessoas desaparecidas
A Polícia Técnico-Científica de São Paulo e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) assinaram nesta quinta-feira (5) um acordo de cooperação para identificar 300 ossadas que estão sob a guarda do Instituto Médico Legal (IML) paulista. Segundo o governo do estado, o trabalho será feito por meio de análise genética.
Os resultados serão comparados com dados de familiares de pessoas desaparecidas armazenados em bancos de perfis genéticos. A expectativa é que a iniciativa ajude a dar nome a restos mortais e a esclarecer casos em aberto.
Como os familiares podem participar
Parentes de pessoas desaparecidas há mais de 30 dias podem agendar a coleta de material genético pelo site do IML. A coleta é o ponto de partida para que os perfis sejam comparados com os das ossadas.
Segundo a perita criminal Maria Paula Valadares, a parceria amplia a capacidade de processamento das amostras e deve contribuir para o avanço das investigações. Ela afirmou que as análises poderão esclarecer identidades e gerar informações úteis para inquéritos futuros.
O coordenador de Proteção da Delegação do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, Fernando Fornaris, destacou que o trabalho também busca preservar a dignidade das pessoas mortas e o respeito às famílias que aguardam respostas.
Alcance e próximos passos
O acordo se restringe, por enquanto, ao IML de São Paulo. Não há informações sobre a extensão do serviço a outros estados, inclusive o Amazonas. Também não foi divulgado prazo para a conclusão das análises genéticas nem para a identificação das 300 ossadas.
Com informações de Agência Brasil — Últimas notícias.




