terça-feira, 3 de novembro de 2026 Amazonas
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Luto exige atenção profissional quando a dor paralisa a rotina, diz psicóloga

No Dia de Finados, especialista explica que o luto não tem prazo fixo, mas o sofrimento que impede o dia a dia é sinal de alerta. Apoio de família e amigos é decisivo.

Foto: G1 amazonas

O Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira (2), e o período de festas de fim de ano costumam despertar lembranças de quem já morreu. Para muita gente, a data traz reflexão e saudade, mas também reabre a dor da perda. Em entrevista à Rede Amazônica, a psicóloga Júlia Soutello explicou quando o luto passa a pedir acompanhamento profissional.

Segundo a especialista, o luto não se limita aos dias seguintes à morte ou ao velório. Com o tempo, datas comemorativas e rituais seguem importantes na reorganização emocional de quem perdeu alguém.

“A morte faz parte da vida. Esse dia de celebração ou ritual serve como um sinal para relembrar não só a pessoa, mas aquele momento que foi de dor. E cada um vive essa experiência de uma forma diferente”, afirmou a psicóloga.

Quando buscar ajuda

A dor do luto é individual e não há prazo fixo para que desapareça. Mesmo assim, de acordo com a psicóloga, existe um limite saudável: é preciso ficar atento quando o sofrimento paralisa a vida cotidiana.

Os sinais de alerta aparecem quando a dor atrapalha a rotina e o trabalho ou impede o convívio com outras pessoas. Nesses casos, a orientação é procurar ajuda psicológica.

Como apoiar quem está de luto

Para a especialista, família e amigos têm papel decisivo na recuperação. Ela orienta manter a proximidade e evitar que a pessoa fique isolada por longos períodos, para que o sofrimento não se aprofunde.

A recomendação é agir com delicadeza e insistir, de forma respeitosa, em convites para sair, caminhar ou fazer uma refeição juntos, mesmo que o enlutado não queira falar sobre a perda. Oferecer ajuda prática no dia a dia e incentivar o retorno gradual à rotina também ajuda.

Se o isolamento e a dor persistirem a ponto de paralisar a vida, cabe às pessoas próximas ajudar o familiar ou amigo a entender a importância de buscar suporte terapêutico especializado, conclui a psicóloga.

Com informações de G1 amazonas.