segunda-feira, 2 de novembro de 2026 Amazonas
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Irmão de jovem morta a tiro em Rifaina (SP) diz que ela trabalhava desde os 16 anos

Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, foi baleada na terça (27). Suspeito, pecuarista de 62, tem prisão preventiva decretada e seguia foragido na quinta (29).

Foto: G1 - portal de Notícias

O irmão de Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, morta a tiro em Rifaina, no interior de São Paulo, descreveu a jovem como trabalhadora e independente. Geovane Santana, que presenciou o crime, deu entrevista à EPTV nesta quinta-feira (29). Segundo ele, a irmã começou a trabalhar aos 16 anos como bartender, abriu uma empresa de marketing digital e ajudava a família.

“Nunca precisou de nada de ninguém”, afirmou Geovane. Priscila era natural de Perdizes (MG) e a caçula entre os irmãos. Ele negou que ela tivesse ganhado a caminhonete que levou a Rifaina: de acordo com o boletim de ocorrência, ela foi até lá justamente para devolver o veículo.

Como foi o crime

Priscila foi baleada na noite de terça-feira (27), às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), e morreu no hospital de Rifaina. O boletim de ocorrência aponta como suspeito o pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, com quem ela teve um relacionamento casual.

Conforme os depoimentos do irmão e de uma amiga, que estavam com ela, Bolelli apareceu na entrada de uma propriedade rural. Priscila disse que queria ir embora e encerrar a relação. O pecuarista teria exigido a devolução de um celular e questionado uma viagem dela a Sacramento (MG), acusando-a de se encontrar com outro homem. Ainda segundo as testemunhas, ele sacou uma arma, atirou contra a jovem e depois apontou o revólver para o irmão, que correu para se proteger.

Ameaças e histórico

A amiga contou à polícia que Priscila mantinha o relacionamento casual desde julho e relatou ter sido agredida na sexta-feira (23). Também disse que o pecuarista a ameaçava e havia contratado pessoas para monitorá-la. O namorado dela, Samuel Ramos, de 26 anos, afirmou que Bolelli não aceitava que ela se relacionasse com outra pessoa: “Ele ameaçava ela, dizia que se ela não fosse dele, não seria de mais ninguém”. Geovane disse que só soube das agressões e ameaças depois do crime.

De acordo com informações do caso, Bolelli foi preso em 2018 por descumprir medida protetiva concedida a uma ex-companheira. Em dezembro de 2021, foi condenado em Franca (SP) a três meses e 15 dias de detenção em regime aberto, e a decisão se tornou definitiva em maio de 2022.

Investigação

A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. A Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito na quarta-feira (28), mas até a última atualização ele não havia sido encontrado. A defesa informou que ainda não havia tido contato com ele. Priscila foi velada e sepultada em Perdizes.

Com informações de G1 – portal de Notícias.