Advogado preso por agredir e ameaçar a companheira é solto após audiência de custódia
Justiça de Manaus concedeu liberdade provisória e impôs medidas cautelares, entre elas a proibição de contato com a vítima, de 20 anos, e com os familiares dela.
Um advogado preso em flagrante em Manaus, suspeito de agredir e ameaçar de morte a companheira, foi solto após audiência de custódia. A Justiça concedeu liberdade provisória e determinou medidas cautelares. Ele está proibido de se aproximar da vítima e de familiares dela e de manter qualquer contato com eles.
O homem havia sido preso na quinta-feira (29 de outubro). Segundo o registro policial, naquela tarde ele deu um soco na boca da jovem, de 20 anos, e a prendeu contra a parede, segurando-a pelo pescoço. Ainda de acordo com o registro, ele disse que a mataria “de tanta pancada”.
O suspeito também teria tomado o celular da vítima e se trancado no banheiro, o que dificultou o pedido de socorro. A mulher conseguiu avisar uma conhecida, que acionou a Polícia Militar.
Caso foi registrado na delegacia da mulher
Policiais da 12ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) atenderam a ocorrência e levaram os envolvidos à Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM). A delegada autuou o homem por lesão corporal, injúria e ameaça. A vítima manifestou interesse em representar criminalmente contra ele e pediu medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha. Ela também fez exame de corpo de delito.
A vítima contou que as agressões começaram em julho e continuaram até o dia da prisão. Segundo ela, havia ofensas, socos, tapas e empurrões, motivados por ciúmes, e a violência piorava quando ele bebia. Após a soltura, disse viver com medo e temer pela própria vida, mas afirmou que tenta acreditar na Justiça.
Investigação continua
A liberdade provisória não encerra o caso nem significa que as acusações foram descartadas. O investigado precisa cumprir as medidas impostas pela Justiça, e a Polícia Civil segue apurando os fatos. A defesa dele não havia se manifestado até a publicação desta matéria.
Vítimas de violência doméstica podem pedir ajuda pelo 190 (Polícia Militar) ou pelo 180, a Central de Atendimento à Mulher.
Com informações de CM7.




