Suspeito de matar cabeleireiro no Jorge Teixeira é preso e confessa o crime, diz polícia
Dilbert Carvalho Araújo foi morto em 19 de outubro, em Manaus, com cerca de 40 golpes de chave de fenda. Investigado está à disposição da Justiça.
A Polícia Civil do Amazonas prendeu o suspeito de matar o cabeleireiro Dilbert Carvalho Araújo, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus. Segundo a polícia, o homem confessou o crime em depoimento. A vítima foi morta em 19 de outubro, dentro da própria casa, com cerca de 40 perfurações feitas com uma chave de fenda.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) chegou ao investigado depois de analisar imagens de câmeras de segurança. Os registros mostram Dilbert chegando em casa acompanhado de um homem e, pouco depois, só esse homem saindo do local.
Do bar até a residência
De acordo com a investigação, o cabeleireiro passou parte da madrugada bebendo em um bar do bairro, onde conheceu o suspeito. Pelo relato do investigado, o encontro foi por volta das 3h30 ou 4h, quando o estabelecimento já fechava. Ele disse que foi convidado para continuar bebendo na casa de Dilbert, e os dois foram de mototáxi.
O suspeito afirmou que os dois tomaram gim e que houve uma discussão, seguida de luta corporal. Ele alegou que a vítima teria feito investidas sexuais. A polícia ressalta que isso é apenas a versão do investigado e ainda depende da análise dos demais elementos do inquérito.
Conforme o depoimento, o primeiro golpe atingiu a região da garganta, e outras dezenas de perfurações se seguiram. O suspeito deixou a casa sem prestar socorro, levou o celular da vítima e trancou a porta, para dificultar a descoberta do corpo. Ele disse ter recebido antes uma transferência via Pix de Dilbert.
Fuga e prisão
Ainda segundo a polícia, o investigado se escondeu em um terreno baldio e entrou em contato com familiares e amigos para tentar deixar a região. Depois, passou a evitar ser localizado, mas os policiais descobriram o paradeiro dele e cumpriram o mandado de prisão.
A Polícia Civil informou que o período eleitoral atrasou o cumprimento do mandado de prisão temporária. A DEHS afirma que não há indícios de participação de outra pessoa no homicídio. O suspeito também responde a outro processo, por porte ilegal de arma de fogo e receptação.
O inquérito deve ser encaminhado à Justiça. O investigado segue preso e à disposição do Judiciário, a quem caberá definir a responsabilidade criminal.
Com informações de CM7.




