Moraes manda soltar desembargador preso na Operação Unha e Carne
Prisão preventiva de Macário Júdice, do TRF-2, foi convertida em medidas cautelares. Ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar será transferido, mas segue preso.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a soltura do desembargador federal Macário Júdice, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Ele estava preso desde dezembro de 2025, na Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF).
De acordo com a assessoria de imprensa do STF, a prisão preventiva foi convertida em medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. Também há a informação de que o passaporte do magistrado foi apreendido. A decisão teria sido tomada na sexta-feira (30).
Investigação apura vazamento
Macário Júdice foi preso na segunda fase da operação, que investiga o suposto vazamento de informações sigilosas de uma investigação contra o ex-deputado estadual TH Joias. Segundo a apuração, os dados teriam chegado ao então presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, que teria avisado TH Joias sobre a ação policial. Bacellar foi preso dias antes do desembargador e hoje é ex-deputado.
O desembargador nega envolvimento. A defesa sustenta que não há provas suficientes da participação dele no vazamento e que a prisão preventiva era desnecessária.
Bacellar será transferido
Segundo o advogado de Rodrigo Bacellar, Daniel Bialski, Moraes também decidiu transferir o cliente da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para o sistema prisional do Rio de Janeiro. O ex-presidente da Alerj continua preso: a mudança altera apenas o local de cumprimento da prisão.
O advogado afirmou que ainda não há informações sobre o destino de Bacellar. O STF não informou detalhes sobre a transferência.
A soltura de Macário Júdice não encerra o caso nem significa absolvição. As investigações da Operação Unha e Carne seguem em andamento.
Com informações de Agência Brasil — Últimas notícias, CM7.




