Sinetram alega trava técnica para não restabelecer passe livre estudantil
Sindicato diz que a bilhetagem bloqueia o benefício sem pagamento; decisão judicial manda liberar o passe a alunos da rede estadual
O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo por Ônibus Convencional de Manaus (Sinetram) afirmou, nesta quinta-feira (5), que não pode voltar a disponibilizar o passe livre estudantil aos alunos da rede estadual de ensino. Segundo o sindicato, o sistema de bilhetagem tem uma trava técnica que retém o benefício quando não há pagamento. A posição foi divulgada em nota, após determinação da Justiça para restabelecer o passe.
Análises sobre o caso questionam a justificativa. Segundo esses textos, se a trava existisse, o benefício teria sido bloqueado no ano passado, quando o Governo do Amazonas deixou de pagar a parte que cabia ao Estado. A dívida acumulada, de acordo com as análises, supera R$ 36 milhões. O sindicato, por sua vez, alertava desde o início de 2026 que o passe poderia ser suspenso por causa de débitos de 2025.
Deputados estaduais e o Governo do Amazonas cobram a abertura da planilha de custos e da composição da tarifa técnica, usada para definir o valor da passagem. Também é cobrada a Prefeitura de Manaus, poder concedente que paga parte dos custos por meio de subsídios. Para estudantes e famílias, a suspensão significa voltar a pagar pelo transporte dos filhos. O prazo para o restabelecimento do benefício não foi informado.
Com informações de Amazonas Atual.




